Um homem jogado na calçada fria
Transeuntes apressados fingem não ver
Que a dor do próximo está dentro de você
Uma mulher com criança de colo estende a mão
O que você sentiria se na sua mesa faltasse o pão?
No semáforo crianças vendem balas
Mas, deveriam aprender a contar na escola, (nas ruas não!)
Onde está a sua indignação?
Nos lares, nos bares, nos mares da diversão
A humanidade é o “próximo”, é o vosso irmão
Então, amai-vos uns aos outros sem distinção
A caridade não é esmola, é compaixão!
É auxilio fraterno aos desamparados
Pessoas endurecidas, humilhadas, caídas
Que não aceitam ajuda, não acreditam na vida
Foram envenenadas, estão doentes, destruídas
Estão cegas pelo rancor e não enxergam saída
Se não podes erguê-las com as mãos
Se não podes erguê-las com as palavras
O socorro da vossa prece irá alcançá-las!
(Luciana Carvalho 12.06.08)
13 de abril de 2009
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