13 de abril de 2009

FLOR DE BRAVURA

Seus dias eram sempre iguais, irreais
O mundo não o via, ele não existia
As estrelas adormeciam enquanto suspirava
Temor de menino que crescia sozinho e chorava
Nunca teve o que amar e respeitar

Até que flor de bravura, alva criatura
Fizesse das trevas clarão, em suave aparição
Reluzindo gestos de ternura, cordata doçura,
Florescendo em dia dilacerado
um coração de menino acanhado
Sorrindo pela primeira vez, descobriu o que era amar
Esse amor que o resgatou das sombras, veio transformar...
Ensinou que nunca é tarde pra recomeçar

Gesto de amor que aqueceu um coração
Revertendo longo inverno em brilhante verão
Ponto de luz que percorreu a imensidão
Iluminou, aqueceu, despertou, renasceu...
Alegria singela de menino, temor que desapareceu

Flor de bravura, cordata doçura a nos ensinar
Que amar o próximo é espalhar compaixão
Semeando fraternidade, inspirando bondade
Revelando a essência, divina perfeição do Criador
Pétalas perfumadas de boa vontade e sublime amor.


(Luciana Carvalho 09.07.08)

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