Com a cabeça entre os joelhos e as mãos
As lágrimas molhavam todo o chão
Cada gota que caía no carpete escuro
Era uma estrela que no céu se apagava
Uma esperança ferida
Uma prisão de grades cerradas
Com o desespero em forma de bruma
Meus olhos não viam além dos dois pés
Cada névoa do pensamento que me rodeava
Era sentimento de raiva e dor
Vontade de fugir e me esconder
Negatividade e desamor
Com as incertezas do amanhã
Meu espírito sucumbia momentaneamente
Por entre céus e infernos criados pela própria mente
Ilusões edificadas como impenetráveis muralhas
Egoísmos plantados como sementes
Falhas grosseiras tornando meus pés dormentes
“Mas, um dia alguém me ergueu
Secou minhas lágrimas
Fez-se Deus”
O sol descortinando novos horizontes
Devolveu-me naquele momento a visão
E meus pés equilibraram-se no chão
O sol abriu a janela e visitou o meu ser
Invadindo becos de tristezas
Iluminou vazios e incertezas
Sol, energia fonte de luz e calor
Aquece-nos a alma dissipando as brumas da dor
Desperta-nos para a claridade, a verdade do amor
O ser recobra a consciência de luz
Derretendo o frio do desespero
Abraçando Jesus
“Mas, um dia alguém me ergueu
Secou minhas lágrimas
Fez-se Deus”
A sua voz é a mais doce sinfonia
A palavra é o sol da verdade
A paz restaura a harmonia
O modelo da perfeição rumo a felicidade
Ergueu-me, estendeu as mãos e curou
Revelou-se pura luz
Mestre divino, Jesus.
(Luciana Carvalho 05.09.08)
13 de abril de 2009
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